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Aula 59 – 4ª Parte, 1ª seção – A Oração na Vida Cristã – Capítulo III A Vida de Oração. Art. 1, as expressões da oração; art. 2, o combate da oração

01/06/2022   .    Catecismo
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A oração é vital para a vida cristã; é como a respiração para a vida do corpo. Por isso, sabendo da dificuldade do ser humano em orar sempre, a Igreja propõe certos ritmos de oração para ajudá-lo a orar sem cessar. Cada um tem seu modo próprio de orar, mas há três expressões principais de oração que são a oração vocal, a meditação e a contemplação. Em cada uma dessas expressões ela deve brotar do coração.

A palavra é essencial na nossa vida assim como na nossa relação com Deus. Jesus fez muitas orações vocais na comunidade e individualmente, o que motivou os discípulos a pedir-lhe que os ensinasse a rezar. Ele então os ensinou o Pai Nosso. Ele também os ensinou a entrar no quarto e fechar a porta para rezar a sós com Deus. Na oração vocal, seja em comunidade ou não, é preciso que haja uma associação da expressão exterior com a interior.

A meditação é outra forma muito importante de oração e é feita com o auxilio de um texto da Sagrada Escritura ou outro texto espiritual. Pela leitura se apropria de um texto e, após a leitura calma e atenta, medita-se sobre o que leu, confrontando a mensagem do texto com um aspecto da vida pessoal ou comunitária. Existem muitos métodos de meditação, mas o importante é que leve o cristão a mobilizar o pensamento, a imaginação, a emoção e o desejo para Deus.

A oração mental ou contemplativa é definida por Sta. Tereza no seu ‘livro da vida’: “A oração mental, a meu ver, é apenas um relacionamento íntimo de amizade em que conversamos muitas vezes a sós com esse Deus por quem sabemos amados”. (apud, Vida, 8). Na oração mental há uma relação de amizade entre o cristão e Deus. É um dom de Deus e pode ser de louvor, prece ou súplica. É um olhar fixo em Jesus, que olha para nós, é escuta da Palavra de Deus, é silêncio. Por fim, a oração mental está unida com a oração de Jesus e uma expressão de amor pela humanidade.

A oração é dom, mas é também resposta. Estamos constantemente em combate, sendo assim primordial manter-se firme no momento em que se reza. Existem várias objeções à oração, todas de cunho racional e material. De fato, quem não quiser renunciar às tentações deste mundo não conseguirá entrar em oração. É importante também reconhecer que as dificuldades na oração fazem parte de nossa natureza fragilizada pelo pecado.

Assim, para rezar é preciso ter humildade e vigilância do coração. As dificuldades apontadas no catecismo são estas: a distração e a aridez. A primeira está relacionada à oração quando ela está sendo executada. A segunda se refere à disposição para rezar. Além disso, as tentações da falta de fé e da preguiça também dificultam a oração.

A confiança é o requisito sem o qual não existe oração. Que pai negaria algo ao filho se isso não fosse um mal para ele? Mas nós frequentemente nos lamentamos por não ter recebido esta ou aquela graça, esquecendo que Deus sabe muito bem o que precisamos antes de pedir. Além disso, nós pedimos mal como diz são Tiago (cf. Tg 4,2-3). A confiança filial é provada na tribulação  e com ela é possível fazer uma verdadeira oração.

Pe. José Antônio Ramos

Paróquia Santa Cruz de Guarda dos Ferreiros/MG

 

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