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Aula 52 – 3ª Parte, segunda seção – Os Dez Mandamentos – Capítulo II, Amarás o Próximo como a si mesmo – Art. 2, O Sexto Mandamento

11/04/2022   .    Catecismo
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O sexto mandamento – Não pecar contra a castidade – é muito importante, pois proíbe qualquer forma de relacionamento contrário à ordem natural. Deus criou o homem e a mulher e disse “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,27). Ele os criou à sua imagem e semelhança para viverem em comunhão. A diferença (masculino e feminino) é para que se complementem e vivam uma união de amor.

A vocação à castidade implica a vivência da integralidade da sexualidade, ou seja, que esta não seja reduzida a algo puramente biológico, mas que integre as dimensões corporal e espiritual. A integralidade da pessoa e da doação exigidas pela castidade é uma conquista. É preciso que o ser humano vá fazendo boas e livres escolhas para, assim, ir crescendo no autodomínio. Para isso, deve-se usar dos meios do “conhecimento de si, a prática da ascese adaptada às situações em que se encontra, a obediência aos mandamentos divinos, a prática das virtudes morais e a fidelidade à oração” (CIC n.2340).

A virtude da temperança muito ajuda nesse crescimento, que é as vezes demorado e algo trabalhoso. Deve-se ter em conta também as etapas do conhecimento e considerar as dificuldades de cada um. Até mesmo a influência cultural pode dificultar esse crescimento. Vivendo a castidade, a pessoa se desenvolve cada vez mais na prática da caridade, sendo então capaz da doação de si numa relação.

A castidade como continência total é vivida na virgindade consagrada e no celibato; no casamento será por meio da fidelidade conjugal. A Igreja ensina que os noivos devem viver a continência total, pois esta os educa para a castidade no matrimônio. As ofensas à castidade são estas: luxúria, masturbação, fornicação, pornografia, prostituição, estupro e também os atos de homossexualidade.

Percebe-se então que a sexualidade está ordenada para o amor conjugal entre um homem e uma mulher. É uma entrega integral da pessoa e não somente um ato biológico, sendo fonte de alegria e prazer para o casal.  O matrimônio é destinado para o bem do casal e a procriação dos filhos. É com uma só pessoa – unidade – e para sempre – indissolubilidade. Tal compromisso deve ser assumido livremente e exige fidelidade.

A fecundidade dentro do matrimônio é um dom de Deus, sendo os esposos cooperadores na graça de Deus para a procriação. A regulação da procriação é aprovada pela Igreja, mas desde que seja pelo método natural. A Igreja também não aprova nenhuma fecundação que não provenha do ato sexual. Tal postura se baseia na compreensão de que o filho é um dom de Deus e não um objeto. Assim sendo, os casais infecundos devem viver a caridade na adoção ou no trabalho com crianças necessitadas.

Quanto às ofensas ao matrimônio, a primeira delas é, sem dúvida, o adultério. Este é a união em que pelo menos um dos envolvidos na relação seja casado. É a pior das ofensas, pois prejudica a relação matrimonial, os filhos e é um mal exemplo para a sociedade. Outra ofensa é o divórcio, o que causa grande dor ao casal e aos filhos, acontecendo muitas vezes com brigas desastrosas. Outras ofensas ao matrimônio são a poligamia, o incesto, a união livre, a ideia de que os jovens devem fazer uma ‘experiência’ sexual antes do matrimonio.

De tudo isso podemos concluir que o matrimônio é uma instituição divina e sagrada, sendo essencial para a harmonia da sociedade. O mandamento de ‘não pecar contra a castidade’ deve ser muito valorizado, pois permite que o ser humano viva a sua sexualidade na integralidade. Para o cristão essa exigência é uma necessidade da sua missão assumida no batismo.

Pe. José Antônio Ramos

Paróquia Santa Cruz de Guarda dos Ferreiros/MG

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