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Aula 50 – 3ª Parte, segunda seção – Os Dez Mandamentos – Capítulo II, Amarás o Próximo como a si mesmo – Art. 4, O quarto mandamento

27/03/2022   .    Catecismo
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Até o terceiro mandamento o assunto era a relação com Deus, a partir daí o assunto será em relação ao próximo. Ao falar do maior e primeiro mandamento, que é amar a Deus sobre todas as coisas, Jesus apresentou o segundo, que amar o próximo como a si mesmo (cf. Jo 13,34). Uma coisa está relacionada à outra: quem ama a Deus ama o próximo e quem ama o próximo ama a Deus, como disse são João (Cf. 1Jo 4,20-21).

O quarto mandamento exige dos filhos a honra ao pai e à mãe. Em primeiro lugar é preciso pensar que, abaixo de Deus, os pais são as pessoas mais importantes para a nossa existência. Portanto, esse mandamento dirige-se em primeiro lugar aos filhos, nas relações com o pai e a mãe e, de certa forma, em todas as outras relações de autoridade: tutores, professores, chefes, magistrados, governantes, entre outras. A palavra de Deus diz que quem guarda esse preceito divino terá frutos espirituais e temporais, ou seja, em relação aquele a vida eterna e a este paz e prosperidade (cf. Ex 20,12; Dt 5,16).

A família sempre esteve e está nos planos de Deus. É uma instituição fundada no consentimento dos esposos para o bem do casal e a procriação e educação dos filhos. Na Igreja cristã a família se torna uma verdadeira ‘igreja doméstica’, formada pela comunhão das pessoas que vivem na fé, esperança e caridade. A importância da família nos permite afirmar que ela é vestígio e imagem da trindade.

A família é essencial para a vida da sociedade. Ela é a ‘célula originária da vida social’. É na família que o ser humano aprende a viver os valores morais e éticos. A instituição familiar é muito importante para garantir o cuidado do ser humano em todas as etapas da vida e condições: crianças, jovens, idosos, pobres, doentes. Primeiramente é a família que ajuda os necessitados e depois, quando necessário, outras famílias e a sociedade. Sendo assim, a família e o casamento devem ser protegidos pelas leis civis, pois é essencial para o bom convívio social.

Na família tanto os pais como os filhos têm deveres. Primeiramente os filhos devem respeitar e obedecer aos seus pais, como atesta vários textos bíblicos (cf. Eclo 7,27-28; Pr 6,20-22). O respeito se estende por toda a vida e a obediência vai até o dia em que se estiverem na casa de seus pais. E quando adultos, devem pedir conselhos aos pais e estar solícitos a ajudarem em tudo, sobretudo na fraqueza e doença. Esse respeito dos filhos pelos pais se estende entre os irmãos mais velhos e padrinhos.

Os pais têm, em primeiro lugar, o papel de educar os filhos, tanto nos valores morais e éticos como nos valores religiosos. Devem respeitar os filhos como pessoas humanas, imagem e semelhança de Deus. Para as famílias cristãs, os pais devem ser os primeiros evangelizadores dos filhos, começando desde a tenra idade. Ao cuidado dos pais pelos filhos, tanto físicos quanto espirituais, soma-se a permissão e incentivo pra que estes escolham a sua profissão e vocação.

Embora a família e os laços familiares sejam muito importantes, aquela destina-se a fazer parte do povo de Deus no reino dos céus. Assim, todos os que aceitam fazer parte da Igreja e seguem os preceitos de Cristo estarão um dia reunidos na vida eterna. Nesse sentido é importante que os pais aceitem de bom grado o desejo dos que decidem seguir Jesus na virgindade, na vida consagrada ou sacerdotal.

Pe. José Antônio Ramos

Paróquia Santa Cruz de Guarda dos Ferreiros/MG

 

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