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Aula 41 – 3ª Parte, Primeira seção – Capítulo I A dignidade da pessoa humana, artigo 4, A moralidade dos atos humanos; Artigo 5, As paixões; Artigo 6, A consciência moral

20/01/2022   .    Catecismo
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Pela sua liberdade, guiada pela consciência, o homem age como sujeito de seus atos, podendo suas ações ser boas ou más. Mas a qualificação dos atos humanos em bons ou maus não define por si só a possibilidade de julgar a bondade ou a maldade dos mesmos. Para isso é preciso levar em consideração as fontes da moralidade.

O catecismo diz que a moralidade dos atos depende de três condições: do objeto escolhido; do fim desejado ou intenção; e das circunstâncias da ação. Esses três fatores constituem as “fontes” ou os elementos da moralidade dos atos humanos. Esses elementos são os aspectos que caracterizam uma ação moral.

O objeto é a matéria do ato. É o bem a que a vontade inclina e que a consciência delibera para a escolha.  Ele é escolhido de acordo com uma intenção, que tem em vista um fim. O bem escolhido ocorre de acordo com determinadas circunstâncias que influenciam na ação moral, seja antes ou depois da ação. Assim, para o ato ser moralmente bom depende do objeto, da finalidade da escolha e das circunstâncias. A influência negativa de apenas um desses aspectos torna a ação má.

Os atos humanos são bons ou maus de acordo com a norma. Sendo assim, é preciso distinguir a moral cristã de uma ética filosófica. Ambas têm como fim a felicidade, mas o agir cristão é assegurado pelas normas religiosas e contam sempre com a ajuda da graça de Deus, infundida pelo Espírito Santo. O objetivo da moral cristã é levar o cristão à plena comunhão com Deus.

Quanto às paixões podemos afirmar que elas em si não são boas nem más, mas podem influenciar na ação boa ou má. Os cristãos e todas as pessoas de boa-fé, mesmo que não saibam, têm a ajuda da graça de Deus para moldar o seu ser e agir corretamente. Em Cristo, os sentimentos humanos podem receber sua consumação na caridade e na sua bem-aventurança.

A consciência moral é a capacidade da pessoa em distinguir o que é bom do que é mau. Sendo assim, o juízo feito pela consciência consiste no fato da pessoa escolher um bem e deixar de praticar um mal.  Por isso é de suma importância a formação da consciência para que o ser humano possa ter uma ação reta. No entanto, apenas o conhecimento dos preceitos não é suficiente para que alguém saiba discernir o bem do mal; ele precisa também de uma consciência autônoma e madura.

Pe. José Antônio Ramos

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