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Giro Cristão 10/08/2017

Fundadora das Escravas do Coração de Jesus será beatificada na Argentina

 

Buenos Aires (RV) - A Santa Sé, por meio da Secretaria de Estado e a Nunciatura Apostólica, confirmou a data da beatificação da Venerável Madre Catalina de María Rodríguez, fundadora da Congregação Escravas do Coração de Jesus.
A cerimônia de beatificação será em 25 de novembro de 2017 na cidade argentina de Córdoba, sendo presidida pelo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato. O anúncio foi dado durante a Assembleia Plenária dos Bispos, pelo Arcebispo de Córdoba Dom Carlos Ñáñez.
A celebração deverá reunir milhares de peregrinos de todo o país e de várias partes do mundo onde está presente a obra Missionária e educacional da Congregação.

 

Uma história de santidade

 

Catalina de María Rodríguez, religiosa apaixonada pelo Coração de Jesus e pela humanidade, nasceu em Córdoba em 27 de novembro de 1823, tendo sido batizada no mesmo dia na Catedral. Aos 17 anos (1840) participou pela primeira vez dos Exercícios Espirituais onde descobriu sua vocação.
Aos 29 anos casou-se com o Coronel Zavalía, viúvo, com dois filhos que Cataliana ajudou a criar. O casal teve uma filha, Catalina, que morreu ao nascer. Desta forma, será a primeira Beata da América mãe biológica e mãe de coração.
Aos 42 anos ficou viúva, renascendo então seu primeiro chamado. Surge então seu “Sonho dourado” de fundar uma Comunidade de Senhoras para promover os Exercícios Espirituais e assistir as mulheres mais vulneráveis da sociedade com o alimento da espiritualidade inaciana e o foco no Coração de Jesus.
O “sonho” torna-se realidade em 29 de setembro de 1872, quando nasce a Comunidade Irmãs Escravas do Coração de Jesus, primeira Congregação apostólica feminina do país.
Em 1880 a Congregação envia o primeiro grupo de 16 irmãs para atravessar as montanhas a cavalo, colaborando assim com a obra de seu amigo Cura Brochero.

 

Acontecimento de graça

 

O Papa Francisco assinou em 4 de maio passado o Decreto que reconheceu o milagre atribuído à intercessão de Madre Catalina: a cura de Sofía em Tucumán, em abril de 1997, naquele que ficou conhecido como “Milagre Madre Catalina”.
“Esperamos que este acontecimento traga abundantes bênçãos para o Instituto das Irmãs Escravas do Coração de Jesus, para toda a Igreja que está em Córdoba e na Argentina”, disse na ocasião o Arcebispo de Córdoba, Dom Carlos José Ñañez. A santidade sempre nos enche de alegría e nos mostra esta plenitude de vida para a qual nos chama o Senhor.  Abramos o nosso coração para celebrar este acontecimento de graça”. (JE/Cuyonoticias)

Veja mais no site da Rádio Vaticano: http://br.radiovaticana.va/

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Grupo de Assessores da CNBB se reúne para estudar o Documento Preparatório do Sínodo dos Jovens

 

Assessores das 12 comissões episcopais pastorais e da comissão especial para a Amazônia estão reunidos, em Brasília, com o objetivo de aprofundar o estudo do Documento Preparatório enviado pela Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, do Vaticano, em vista da realização da Assembleia Ordinária de 2018. Esta assembleia tem como tema: “Jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Os assessores, a partir do trabalho desta semana, devem colaborar com a resposta ao questionário a respeito da situação dos jovens brasileiros dentro da Igreja e da sociedade.
O Sínodo dos Bispos é uma instituição permanente estabelecido pelo Papa Paulo VI em 15 de setembro de 1965 em resposta ao desejo dos Padres do Concílio Vaticano II de manter vivo o espírito positivo gerado pela experiência conciliar. Segundo informações fornecidas pela Santa Sé, “o significado original da palavra, ‘caminhar juntos’ expressa muito bem a essência do Sínodo que é, de fato, ‘uma expressão particularmente frutífera e instrumento da colegialidade episcopal"”. Uma assembleia sinodal dos bispos, portanto, é ocasião na qual representantes do episcopado do mundo inteiro, junto com o Papa, trocam informações e experiências para a busca comum de soluções pastorais universalmente válidas. Resumidamente, esclarece a Santa Sé: “O Sínodo dos Bispos pode ser definido como um conjunto de representantes do episcopado católico que tem a tarefa de ajudar o Papa no governo da Igreja universal“.
As Assembleias Ordinárias do Sínodo se realizam em períodos irregulares, as vezes entre dois ou três anos de intervalo, e a próxima está marcada para ser realizada em outubro do ano que vem. As conferências episcopais enviam delegados eleitos para participarem desse encontro.
O Documento Preparatório sobre o qual os assessores da CNBB refletem nesta quinta-feira, 10 de agosto, traz a seguinte estrutura: três capítulos (os jovens no mundo de hoje; fé, discernimento, vocação; e ação pastoral) e um questionário especial que servirá para coletar os dados, interpretar a situação e compartilhar as práticas.

Veja mais no site da CNBB: http://cnbb.net.br/

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Carta aberta do Encontro Nacional das Pastorais Sociais e Organismos da CNBB

 

Entre 1º e 4 de agosto, 50 agentes, entre bispos e agentes pastorais, participam do Encontro Nacional das Pastorais Sociais, organismos e setor de Mobilidade Humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O encontro, que acontece no Centro Cultural de Brasília-DF, tem como objetivo: “refletir sobre o momento sócio-político e eclesial; partilhar e avaliar a caminhada das articulações regionais e coordenações das pastorais sociais e rever, à luz do documento de Medellín, os desafios pastorais atuais”.


Ao final do encontro os participantes divulgaram uma carta. Leia a integra:

 

Carta do Encontro Nacional das Pastorais Sociais e Organismos da CNBB

De 1º a 4 de agosto de 2017, em Brasília (DF), as Pastorais Sociais, Organismos, Setor de Mobilidade Humana, juntamente com os bispos referenciais e articuladores regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), manifestamos, junto com pessoas, povos e comunidades com quem partilhamos a vida, nossa perplexidade diante da conjuntura sociopolítica em nosso país.
Enquanto o governo federal insiste em fazer as reformas trabalhista e previdenciária argumentando que as mesmas são para diminuir os investimentos com as políticas públicas, as negociações feitas em relação a mais recente votação na Câmara Federal do dia 03 de agosto, comprometeu vultosos recursos públicos para garantir os votos necessários.
Nesse cenário, ficam cada vez mais claras as manobras e os patrocínios com jantares, conversas, privilégios para partidos, dentre outras. A impunidade prevalece sobre os direitos das pessoas e da justiça social, fazendo com que a indignação do povo brasileiro aumente a cada dia que passa.
Fazendo análise dessa realidade, chegamos à conclusão que, mais uma vez, os pobres, excluídos e marginalizados de nossa sociedade são os mais afetados por esse sistema perverso de fazer política, que privilegia o capital em detrimento da pessoa.  
Nós, das Pastorais Sociais, levantamos um clamor com aqueles que sofrem, como diz Maria em seu cântico: "Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos" (Lc 1, 52). Pedimos a Deus nesse ano jubilar mariano, nos seus 300 anos de bênçãos, que olhe por nós, povo brasileiro, para que não esmoreçamos, ao contrário, continuemos a nossa jornada por um país igualitário e na perspectiva do bem viver. Brasília, 04 de agosto de 2017.

Os participantes do Encontro Nacional das Pastorais Sociais,
Setor da Mobilidade Humana e Articuladores Regionais

Veja mais no site do Regional Leste 2: http://www.cnbbleste2.org.br/

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Vocação

 

Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si

 

 

Durante o mês de agosto a comunidade de fé é convidada a refletir a temática das vocações. “A vocação é fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si” (Papa Francisco).
Todos nós desejamos uma vida bem vivida; almejamos uma vida com sentido. Nossas buscas, nossos projetos, nossos sonhos se sustentam a partir de um horizonte de vida sólido. A pergunta sempre necessária é: o que significa uma vida, uma existência com sentido? A partir de onde se encontra sentido para a própria vida? Aqui certamente se expressa o nobre, digno e necessário serviço junto, especialmente, a nossos adolescentes para orientar, dialogar e auxiliar; afinal, perceber qual o caminho de vida que vem de encontro às tendências, dotes e mesmo necessidades pessoais nem sempre é tarefa fácil.
Uma história pertencente à tradição hebraica pode auxiliar na compreensão dos desafios característicos quando da necessidade de realizar uma opção de vida. Diz a história: “Um certo rabi procurou seu mestre, suplicando-lhe: ‘indicai-me um caminho universal para o serviço a Deus’. O mestre respondeu: ‘não se trata de dizer ao homem qual caminho deve percorrer: porque existe uma estrada através da qual se segue a Deus por meio do estudo; outra, por meio da oração; e outra por meio do jejum; e ainda outra comendo! É tarefa de cada homem conhecer bem na direção de qual estrada o atrai o próprio coração e depois escolher aquela estrada com todas as forças’”.
A pessoa humana é única! Ela possui uma tarefa intransferível. Cada ser humano é convocado a testemunhar a sua “irrepetibilidade”. Para isso, se faz necessário o conhecimento de si mesmo, das próprias qualidades e tendências essenciais. Considerando esse conjunto de elementos, é possível sondar um possível caminho de vida.
A escolha desse caminho requer muito mais que a opção por uma determinada profissão. Profissão tem a ver com preparação técnica, competência, eficiência produtiva, ganha-pão, função social, status, reconhecimento externo. Tudo isso pressupõe decisão e realização pessoal, chamado interior, paixão, amor e gosto pelo que se faz; ou seja, pressupõe vocação. Partindo da história da tradição hebraica, pode-se perceber que o “serviço de Deus” requer muito mais que somente profissionalismo. Ela exige escuta do próprio coração, para conhecer bem na direção de qual estrada ele o atrai.
A vocação se orienta eminentemente para um futuro. Ela se realiza sim no presente, mas orientada para um futuro. Por isso, pode-se afirmar que vocação é uma tarefa em constante realização. Da profissão nos aposentamos! Já aquilo que denominamos vocação perpassa todas as fases da existência.
A escuta do próprio coração requer sintonia, escuta e disposição para acolher aquilo que a vida solicita. Escuta e compreende tal solicitação, quem cultiva a afeição, a cordialidade, o respeito pela própria condição. Para a fé cristã nossa condição é de filhos e filhas, seguidores e seguidoras do Senhor, Caminho, Verdade e Vida.
Oxalá os adolescentes e jovens, auxiliados pelos pais, professores, pedagogos, pessoas de estatura autenticamente humana, saibam e possam corresponder à vocação recebida e serem no mundo cooperadores do Senhor na construção do seu Reino!
* Dom Jaime Spengler é arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS).

 

Veja mais no site da POM:http://www.pom.org.br/

Postado neste portal por: Leidiane Trigueiro - Assessoria de Imprensa Diocesana

 


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