Notícias
Boletim Informativo Rádio Vaticano - 08/03/2015 09/03/2015

       

Papa e Santa Sé

·     

·    Papa: jamais se pode enganar Jesus, nunca ter duas caras

·    Papa: ao inferno ninguém manda você, é você que escolhe ir

·    Papa: a liturgia não é somente um rito é sintonia com a vida

·    Francisco: mundo que marginaliza as mulheres é estéril

·    Papa: limpemos o nosso coração, expulsemos os ídolos

 

Entrevistas

·    Padre Taborda: a importância da reforma litúrgica

 

Formação

·    Reflexão para o III Domingo da Quaresma – Ano B

 

 

Papa e Santa Sé

 

Papa: jamais se pode enganar Jesus, nunca ter duas caras

  

◊Roma (RV) – O Papa Francisco visitou na tarde deste domingo a Paróquia de Santa Maria Mãe do Redentor, localizada no bairro romano de Tor Bella Monaca onde celebrou a Santa Missa. Na sua homilia o Santo Padre partiu do Evangelho do dia no qual Jesus expulsa os vendedores do Templo afirmando que o mesmo apresenta duas coisas que chamam a atenção: uma imagem e uma palavra. A imagem disse é a de Jesus com o chicote na mão, expulsando todos aqueles que se aproveitavam do Templo para fazer negócios. Negociantes que vendiam animais para os sacrifícios, trocavam moedas… havia o sacro o templo, sacro e, essa sujeira, lá fora. Essa é a imagem. E Jesus pega o chicote para limpar um pouco o Templo. Nós não podemos enganar Jesus, continuou o Papa. “Ele nos conhece por dentro”. Essa pode ser uma boa pergunta à metade da Quaresma: Jesus confia em mim? Jesus, confia em mim ou tenho duas caras? Faço o católico, próximo à Igreja, e depois vivo como um pagão? Jesus disse ainda o Papa conhece tudo o que tem dentro do nosso coração: nós não podemos enganar Jesus. Não podemos diante d’Ele, fazer de conta que somos santos, e fechar os olhos, fazer assim, e depois levar uma vida que não seja a que Ele deseja. Todos nós sabemos o nome que Jesus dava a pessoas de duas caras: hipócrita.

“Irá nos fazer bem, hoje, entrar no nosso coração e olhar para Jesus. Dizer-lhe: ‘Mas, Senhor, olhe, há coisas boas, mas também há coisas ruins. Jesus, Tu confias em mim? Sou pecador…’.

Isso não assusta Jesus: se você diz a Ele, ‘sou um pecador’, Ele não se assusta. O que o distancia continuou o Papa, é ter duas caras. Fazer o justo para cobrir o pecado escondido; “eu vou à igreja todos os domingos”. Mas se o seu coração não é justo, se você não faz justiça, se você não vive segundo o espírito das Bem-aventuranças, você não é católico, você é hipócrita”. Além do mais, “quando entramos no nosso coração disse ainda Francisco nós encontramos coisas que não são boas, como Jesus encontrou no Templo aquela sujeira do comércio, dos vendedores. “Também dentro de nós há sujeiras. Há pecados de soberba, de orgulho, de avareza, de inveja, de ciúmes, tantos pecados. Mesmo assim podemos continuar o diálogo com Jesus. Jesus, Tu confias em mim?”Eu quero que confies em mim. “Abro-lhe a porta e limpe a minha alma”. “E pedir ao Senhor acrescentou que como foi polir o Templo, venha polir a minha alma. Imaginamos que ele foi com o chicote, mas com o chicote não se limpa a alma. Vocês sabem qual é o chicote de Jesus para limpar a nossa alma? A misericórdia. Abrir o coração à misericórdia de Jesus. Jesus, olhe quanta sujeita, venha, limpe com a sua misericórdia, com as suas palavras dóceis, com as suas carícias. E se abrimos o nosso coração à misericórdia de Jesus para que limpe o nosso coração, a nossa alma, Jesus confiará em nós”. (SP)

 

 

Papa: ao inferno ninguém manda você, é você que escolhe ir

 

◊ Roma (RV) - O Papa Francisco visitou na tarde deste domingo a Paróquia de Santa Maria Mãe do Redentor, localizada no bairro romano de Tor Bella Monaca. O Santo Padre, chegando ao bairro deteve-se primeiramente no Centro Caritas onde trabalham as Irmãs Missionárias da Caridade. Ali encontrou cerca de 80 doentes e portadoras de deficiências, em representação de todas as pessoas assistidas pelo Centro Caritas; encontrou-se ainda com cinco famílias que necessitam de ajuda, italianas e estrangeiras, que também representaram as famílias que Centro ajuda. Sem seguida o Papa se dirigiu, à Paróquia onde foi recebido com muita festa pelos fiéis locais. No campo esportivo Francisco se encontrou com as crianças e adolescentes da catequese, cerca de mil. As crianças deram de presente ao Papa uma camiseta do time do oratório salesiano. As crianças fizeram perguntas ao Papa. Francisco respondeu à primeira pergunta com outra pergunta: Deus perdoa tudo ou não? (A resposta das crianças: sim). Porque ele é bom disse o Papa. Havia um anjo muito orgulhoso, que era muito inteligente e tinha inveja de Deus, queria o lugar de Deus. E Deus quis perdoa-lo, mas ele não quis. Este é o inferno: dizer a Deus arranje-se que eu me arranjo sozinho. Ao inferno disse o Papa ninguém manda você, é você que escolhe ir. O Santo Padre cita também o episódio dos dois ladrões para reforçar o exemplo. Somente vai para o inferno quem diz a Deus que não tem necessidade d’Ele, que se arranja sozinho. E finalizou, dirigindo a palavra à menina que o interpelou: “obrigado pela pergunta, você para uma teóloga”.

Já a segunda pergunta foi sobre a moralidade cristã. Como viver essa moralidade? Como ser Santo diante de Deus? Viver moralmente é uma graça. O modo moral de viver disse o Papa é uma resposta a Jesus. É Jesus que ajuda você a levar avante uma vida moral. Preceitos e proibições sozinhos não fazem de você um bom cristão. Cristão é o amor de Jesus. Os alpinos disse ainda têm uma canção muito bonita que diz que na arte de subir uma montanha o importante não é não cair, mas saber levantar-se.

A terceira pergunta era sobre a sua felicidade de ser Papa. “Não sei, respondeu: mudaram-me de diocese, eu era feliz ali, agora sou feliz aqui. O Santo Padre chama a atenção: nunca caminhe na vida sem Jesus, nunca se lamente se a vida mudar você de lugar. As crianças do centro diurno deram ao Papa de presente uma faixa com seus nomes e fizeram uma foto de grupo.

No teatro da paróquia Francisco se encontrou com o Conselho Pastoral e os animadores. “As pessoas de Tor Bella Monaca são boas, mas têm um só defeito, o mesmo que tinha Jesus, Maria e José: serem pobres, “a pobreza”, mas “a diferença é que José e Jesus tinham um trabalho enquanto muita gente não tem o que dar de comer aos filhos e vocês sabem disso”. Foi o que disse o Papa ao Conselho Pastoral da paróquia explicando como nesta situação de “injustiça” está “o drama” das pessoas “boas mas provadas pelo desemprego e assim obrigada a fazer coisas ruins porque a sociedade não oferece outro caminho”.

“Quando as pessoas se sentem acompanhadas e bem quistas não caem na rede dos ruins, dos mafiosos que exploram as pessoas pobres para fazer o trabalho sujo. Depois se a polícia os encontra, encontra a pobre gente e não os mafiosos que pagam a sua segurança”. O Papa quis assim reafirmar que o “primeiro mandamento” deve ser “a proximidade”. Enfim, antes de celebrar a Santa Missa, confessou alguns fiéis. Chegando à paróquia o Papa foi circundado pelos fiéis e por faixas de boas-vindas e um “obrigado por estar aqui conosco”. (SP)

 

 

Papa: a liturgia não é somente um rito é sintonia com a vida

  

◊Roma (RV) – É preciso “promover uma vida litúrgica autêntica, de modo que possa haver sintonia entre o que a liturgia celebra e o que vivemos em nossas vidas”: foi o que disse o Papa Francisco celebrando no fim da tarde deste sábado a Santa Missa na paróquia romana de Ognissanti, (Todos os Santos), em comemoração da primeira missa celebrada em italiano de acordo com as normas litúrgicas estabelecidas pelo Concílio Vaticano II exatamente há 50 anos na mesma paróquia onde o Beato Paulo VI celebrou a missa. O culto litúrgico, explicou o Papa em sua homilia, “não é antes de tudo, uma doutrina a ser compreendida, ou um rito a ser realizado é naturalmente também isso - mas é essencialmente uma fonte de vida e de luz para o nosso caminho de fé”. O Papa Francisco recordou o episódio evangélico de Jesus que expulsa os mercadores do templo, indicando como “gesto de limpeza, de purificação” e explicando que “Deus não aprecia um culto exterior feito de sacrifícios materiais e baseado no interesse pessoal. “É o chamada ao culto autêntico, à correspondência entre liturgia e vida observou; um chamado que vale para todas as épocas e também hoje para nós”. “A liturgia não é uma coisa estranha, lá, longe  disse ainda o Papa improvisando: há uma correspondência entre a celebração litúrgica que depois eu levo para a minha vida. E sobre isso se deve ir ainda mais para a frente, temos de fazer ainda muito caminho”.

“Não podemos nos iludir de entrar na casa do Senhor e “cobrir”, com orações e práticas de devoção, comportamentos contrários às exigências da justiça, da honestidade e da caridade para com o próximo”, disse ainda o Papa. “Não podemos substituir com ‘homenagens religiosas’ aquilo que é devido ao próximo, adiando uma verdadeira conversão”. “Mas eu, Senhor, vou à Igreja todos os domingos, cumpro…, não se envolva na minha vida, não me incomode. "Esta é a atitude de muitos católicos, de muitos”, disse o Santo Padre. De acordo com o Papa Francisco, “o discípulo de Jesus não vai à igreja apenas para observar um preceito, para se sentir bem com um Deus que, depois, não deve "perturbar" vai à igreja para encontrar o Senhor e encontrar na sua graça, operante nos Sacramentos, a força de pensar e agir segundo o Evangelho”. O culto, as celebrações litúrgicas, acrescentou, "são o âmbito privilegiado para ouvir a voz do Senhor, que orienta para o caminho da retidão e da perfeição cristã”.

“Trata-se de realizar um caminho de conversão e de penitência, para remover de nossas vidas as escórias do pecado, como fez Jesus, limpando o templo de mesquinhos interesses”, disse ainda o Pontífice. E a Quaresma “é o tempo favorável para tudo isso, é o tempo de renovação interior, da remissão dos pecados, o tempo em que somos chamados a redescobrir o Sacramento da Penitência e da Reconciliação, que nos faz passar da escuridão do pecado à luz da graça e da amizade com Jesus’”. (SP)

 

Veja mais no endereço abaixo:

http://br.radiovaticana.va/

 

Postado neste portal por: Leidiane Gondim- Assessoria de Imprensa Diocesana

 

 

 

 


Mitra Diocesana de Patos de Minas:
Rua Tiradentes, 388, Centro - Patos de Minas - MG - CEP38.700-134 -
(34) 3821 3213/3821 3184 - contato@diocesedepatosdeminas.org.br

©2012 Diocese de Patos de Minas
WEBTOP



SETH