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O uso da fotografia na evangelização

08/04/2021   .    Artigos de Formação
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Você gosta de fotografar? Tem percebido que na sua paróquia/ministério/comunidade precisa registrar momentos importantes, mas não sabe a forma correta de exercer? Então, vamos aprender como ser um fotógrafo católico, de que forma se portar e como registrar um belo momento sem agredir aquilo que é sagrado.
O que é fotografia?
Antes de pressionar qualquer botão da sua câmera, é preciso entender que sem a luz não existe nada além da escuridão. Pode parecer óbvio, mas não é, muito menos na fotografia. Se enxergamos e fotografamos é porque a luz ilumina ou reflete determinada silhueta. Entendemos, portanto, que “foto + grafia” nada mais é do que a escrita da luz, ou o desenhar com a luz.
Pensar fotografia é também conhecer a sua história e compreender a sua influência no mundo. A foto relata um panorama da alma do fotógrafo, aquilo que muitas vezes não é visto por ninguém vem à tona na composição fotográfica.
A título de curiosidade, a primeira foto registrada na história levou cerca de 8h para ser finalizada, com baixa nitidez e em preto e branco. Hoje, a mesma foto pode ser feita em fração de segundos para obter um resultado em ótima qualidade, colorida e ser publicada nas redes sociais em poucos minutos.
Como ser um fotógrafo católico?
Hoje em dia a fotografia está presente desde o nascimento, quando os pais num momento importante registram a primeira foto anunciando ao mundo a concepção da vida. Afinal, quem não gosta de fotografar um momento especial?
Na Igreja não é diferente, porque o próprio Cristo ensina que: “é preciso nascer de novo para conhecer o Reino de Deus” (cf. Jo 3,3). Nisso se dá o grande valor da fotografia para nós, católicos: traduzir ao mundo, por meio de imagens, o renascimento da vida e fazer conhecido o Reino de Deus.
Desta maneira, faz-se necessário trilhar um caminho para ser um bom fotógrafo na Igreja, que pode ser seguido em 10 passos importantes:
1. Sensibilidade: todo fotógrafo deve desenvolver dentro de si um olhar apurado e sensível. Esteja atento a tudo e capture os detalhes mais importantes da missa, grupo ou encontro fotografado.
2. Vida de Oração: dentro de uma imagem existe uma experiência, uma referência, um sentido. Por isso, a vida de oração amplia ainda mais suas composições, que são capazes de transmitir Deus aos outros.
3. Formação: Busque cada vez mais conhecimento para embasar e dar cor à sua arte. Saiba o que faz e porque faz. A qualidade fotográfica é fruto da formação, quanto mais conhecimento melhor o resultado.
4. Força de vontade: a melhor câmera é sua própria mente! Nem sempre o melhor equipamento representa a melhor composição, pois a força de vontade pode trazer um registro único, que outro não traz.
5. Humildade: a humildade é a maior característica de Jesus Cristo e, como seus imitadores, somos chamados a ser humildes como Ele. Não exerça a fotografia como motivo de vanglória.
6. Discrição: seja “invisível”. O melhor fotógrafo é aquele que não é visto. Evite usar roupas chamativas e gerar dispersão. Não passe na frente de quem está em evidência, seja o padre, palestrante ou músico.
7. Técnica: a técnica está interligada à vida de oração, porque não se pode somente exercer um ou outro, os dois precisam comungar. Entenda seu equipamento e saiba como lidar com ele.
8. Empatia: coloque-se no lugar de quem está sendo fotografado. Exerça a capacidade de imaginar qual a melhor foto você, no lugar da pessoa, gostaria de ter como momento eternizado pela câmera.
9. Conferência: se possível mostre para uma segunda pessoa suas fotos, para analisarem o contexto de cada uma e aquilo que está em segundo plano. Isso diminui o risco de passar algo despercebido.
10.  Realização: por fim, e o mais importante, esteja realizado no ministério que Deus te confiou, pois, como diria Santo Agostinho: “A medida do amor é amar sem medida”. Por isso, apenas ame, e Deus te fará o melhor que você pode ser!

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