Seja bem-vindo(a)! Patos de Minas, 02 de agosto de 2021

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Pastorais

PASTORAL DO DÍZIMO

Assessor Diocesano: Frei Adilson Vaz Donderi
Tel.: (34) 3851-2008

A vida eclesial se desenvolve de modo orgânico,  de forma que cada setor trabalha – em vista da evangelização – uma dimensão da comunidade de fé. É nesse cenário que surge a Pastoral do Dízimo. Uma equipe previamente capacitada e sedenta pelo anúncio do Evangelho se dispõe para lidar diretamente com os trabalhos de organização acerca do dízimo.

Muitas comunidades espalhadas Brasil afora não possuem assistência adequada para o dízimo, ou estão em processo de implantação há muito tempo, sem resultados expressivos. Para o bom êxito, é necessário um caminho maduro de formação, planejamento e iniciativas voltadas para o apropriado desempenho da equipe. Lembrando que qualquer ação pastoral parte da evangelização e do cultivo da espiritualidade comunitária. Desses dois pilares brotam um fecundo trabalho pastoral, como nos exorta o santo padre, Papa Francisco:

“Como gostaria de encontrar palavras para encorajar uma ação evangelizadora mais ardorosa, alegre, generosa, ousada, cheia de amor até o fim e feita de vida contagiante! Mas sei que nenhuma motivação será suficiente, se não arde nos corações o fogo do Espírito Santo.” (Evangelli Gaudium, 261)

Inspirados pelo desejo do nosso Sumo Pontífice, elaboramos diversos conceitos e exemplos práticos para esclarecer melhor sobre a importância dessa pastoral.

O dízimo na vida da Comunidade

Uma família não se mantêm, de modo digno, sem uma renda financeira de acordo com suas necessidades: energia elétrica, água, alimentação, manutenção doméstica, transporte, entre outras despesas,  necessariamente fazem parte da realidade familiar.

Numa comunidade eclesial não é diferente. Por mais que a espiritualidade não tenha um custo em si mesma, o culto litúrgico, o espaço físico e funcionários – citando apenas alguns exemplos – demandam recursos dos mais diversos. Em suma, não é possível uma vivência paroquial mínima sem uma receita.

A partir desse entendimento, podemos compreender um pouco da necessidade material do dízimo. Sem levar em consideração seu aspecto ainda mais profundo, o espiritual.

O dízimo “está relacionado com a experiência de Deus, que, por amor, entregou seu Filho por nós e por todo o mundo” (Documento 106, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, 8). Esta relação com Deus se concretiza a partir da oferta financeira feita de modo generoso e deliberado. O fiel não partilha seu dízimo por um aspecto institucional somente, mas a partir de uma relação com “aquele de quem provém tudo o que ele é e tudo o que ele tem, e expressa, na gratidão, sua fé e sua conversão.” (Doc. 106, 29). Estamos falando da dimensão religiosa do dízimo, que com as demais tornam ainda mais claro seu papel na vida da comunidade.

  • Dimensão religiosa: como dito anteriormente, trata-se da relação do fiel com Deus;
  • Dimensão eclesial: com a consciência de ser membro da Igreja, o fiel participa diretamente dos custos com a realização do culto divino;
  • Dimensão missionária: a colaboração do dízimo se une a de outros irmãos e favorece a partilha de recursos em projetos de evangelização comum, de cada diocese, assim como a comunhão de recursos com comunidades mais pobres;
  • Dimensão caritativa:  se manifesta no cuidado com os mais pobres e necessitados.

Pastoral do Dízimo: Para quê serve?

A Igreja tem como missão ser a presença de Cristo no mundo. O Senhor, como Bom Pastor, vai em busca de suas ovelhas e realiza qualquer esforço em vista da salvação das almas. Assim surgem as Pastorais na Igreja, com  o rosto de Cristo Bom Pastor que, em meio às exigências do cotidiano, se dispõe ao serviço em vista do próximo. Os trabalhos são os mais diversos: Pastoral da Criança, da Juventude, Comunicação, Social, Familiar, Litúrgica, e a Pastoral do Dízimo. Estima-se que existem mais de 40 Pastorais na Igreja do Brasil.

Para entendermos especificamente os trabalhos com o dízimo utilizaremos os conceitos do documento 106.

“A Pastoral do Dízimo é a ação eclesial que tem por finalidade motivar, planejar, organizar e executar iniciativas para a implantação e o funcionamento do dízimo, e acompanhar os membros da comunidade no que diz respeito à sua colaboração, em sintonia com a Pastoral de Conjunto na Igreja particular.” (Doc. 106, 36)

O texto acima deixa claro a importância de uma equipe trabalhando de modo orgânico e objetivo com as demandas do dízimo. Contudo, observe que não se trata apenas de receber os pagamentos ou preencher fichas de cadastro. O trabalho vai além: motivar, planejar, organizar e executar iniciativas relacionadas ao dízimo. Sobretudo, precisamos considerar ainda que a alma desse trabalho está na evangelização, como nos exorta o Documento 106: “A experiência do dízimo cresce conjuntamente com a qualidade da vida cristã, principalmente de seu aspecto comunitário. Tudo o que promove o crescimento de fé, promove o aprofundamento do dízimo” (p. 75).

Quais os trabalhos que garantem o funcionamento da Pastoral?

Para os trabalhos práticos da pastoral, a CNBB destaca:

  1. A organização de equipes de Pastoral do dízimo;
  2. A participação ativa e o envolvimento pessoal dos ministros ordenados;
  3. A unificação do sistema de recebimento e de gerenciamento do dízimo na Igreja particular;
  4. A divulgação dos resultados;
  5. A atenção aos aspectos legais envolvidos no recebimento do dízimo e em seu correto registro;
  6. O cuidado com a linguagem utilizada para se fazer referência ao dízimo, pois os termos empregados influem na compreensão e nas motivações;
  7. A convivência harmônica entre a Pastoral do Dízimo, os Conselhos Econômicos diocesano, paroquial e pastoral, Conselho Paroquial de Pastoral, respeitando-se as atribuições e a representatividade de cada um” (Doc. 106, 60).

Tais atribuições fluem de modo eficiente quando há comunhão entre as diversas instâncias, a partir do pároco/administrador paroquial, tesouraria, CPP, e equipe da Pastoral do Dízimo. Sobretudo, quando a comunidade  – representada pelos acima citados – abraçam a causa da evangelização e se determinam a anunciar Jesus sem medir esforços.

A Organização e o funcionamento da Pastoral do Dízimo

Colocar esse trabalho em andamento exige algumas ações práticas que podem motivar e viabilizar o crescimento da evangelização, e consequentemente da arrecadação do dízimo. Confira abaixo, o que é necessário e como funciona uma Pastoral do Dízimo.

Pastoral do dízimo: Modo de fazer

A organização de um setor pode ser chamado de alicerce – que vai garantir a eficiência de um trabalho. No que tange ao dízimo, não é diferente. Estamos falando de um organismo extremamente delicado e exigente, que cuida da oferta dos fiéis feita, em primeiro lugar a Deus, em vista da evangelização e da assistência aos pobres, além de ser um meio de manutenção da vida da comunidade.

Entendamos alguns pontos indispensáveis nas atividades da Pastoral do Dízimo:

Como em todas as pastorais da Igreja, a Pastoral do Dízimo é formada por  servos, leigos em sua maioria, que são membros do Corpo de Cristo. Os recursos humanos da Pastoral do Dízimo devem estar organizados a partir das responsabilidades inerentes aos vários trabalhos realizados.

Quanto às modalidades de recolhimento do dízimo, isso vai variar de acordo com cada Igreja particular, sendo importante que se unifique entre as paróquias o sistema de recebimento e gerenciamento.

Algumas considerações do Documento 106 sobre as modalidades mais comuns:

  • Durante o expediente da secretaria paroquial: Usualmente  mais comum, o local merece valorização e atenção quanto ao direito à privacidade seja sobre o valor, seja sobre o anonimato. “Quando formalmente requerido, precisam ser respeitados no registro do dízimo” (Doc. 106, 54).
  • Plantão do dízimo: Ocasião de acolhimento aos dizimistas, o plantão oferece maior flexibilidade já que atua nos horários que antecedem a santa Missa e momento ulteriores à celebração nas comunidades;
  • Carnês e envelopes: Com identificação, são formas muito utilizadas para a documentação e o registro das contribuições;
  • Débito automático: apesar de ser uma modalidade questionada, tendo em vista o risco de enfraquecer “a consciência de corresponsabilidade eclesial” (doc. 106 § 50), vem sendo implantada em algumas instituições;
  • Durante a celebração eucarística: Favorece o sentimento de oferta, porém pode ser confundido com as ofertas. O ideal é que o dízimo seja partilhado antes ou depois das celebrações.
  • Recolhimento domiciliar: Segundo o Documento 106, além do enfraquecimento da responsabilidade, é preciso que se considere os perigos de tal exposição, como assaltos.

O dízimo se caracteriza como doação. Portanto, a lei exige a contabilização das entradas a partir de documentação que comprove as receitas e despesas, e sua gestão. Algumas das recomendações, expressas no parágrafo 52 do Documento 106:

  1. “Registre-se o valor da contribuição de cada fiel, de modo que se possa comprovar a origem da contribuição recebida;
  2. Dê-se, a cada dizimista que solicitar, o recibo da contribuição feita para que ele possa comprovar a contribuição feita;
  3. Administre-se o resultado financeiro do dízimo, a partir de conta corrente/poupança em nome da pessoa jurídica (mitra ou paróquia). Jamais seja depositado em contas cujos titulares sejam pessoas físicas.”

Demais dúvidas podem ser consultadas diretamente no Documento 106 da CNBB. Ele é um dos mais atuais e completos subsídios sobre o tema.

Fonte: https://www.dominuscomunicacao.com/o-que-e-a-pastoral-do-dizimo/

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