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QUARESMA: TEMPO DE GRAÇA E CONVERSÃO

02/03/2022   .    Palavra do Bispo
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Um novo tempo litúrgico se abre para nós. A Quaresma chega nos convidando para um exercício de renovação e conversão. Indica um itinerário a ser seguido em direção à Páscoa do Senhor!

Os temas constantes que sempre retornam na Quaresma são: Jejum, Oração e esmola. São exercícios espirituais que dispõem o nosso coração para a caminhada de penitência e conversão. Assim diz o Senhor: “Voltai a mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto. Rasgai vossos corações e não vossas vestes” (Jl 2,12-13).

O elemento principal da conversão é primordialmente a contrição do coração; o coração dilacerado, marcado pelo arrependimento dos pecados. De fato, a contrição sincera supõe o desejo de mudar de vida e leva, a essa mudança. Ninguém pode se considerar isento desta condição! Toda pessoa, até a mais virtuosa, tem sempre a necessidade de converter-se, isto é, de retornar para Deus com maior intensidade e fervor, superando as fraquezas e misérias que diminuem sua orientação integral para ele.

A Quaresma é exatamente um tempo oportuno da renovação espiritual: “Eis o tempo favorável, eis o dia da salvação” (2Cor 6,2), nos lembra S. Paulo. Cabe a cada fiel fazer desse tempo um momento decisivo para a história da própria salvação. “Suplicamo-vos, em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus”, insiste o Apóstolo, e repete: “Exortamo-vos a não acolherdes em vão a graça de Deus” (2Cor 5,20; 6,1). Não é somente quem está em pecado mortal que precisa da reconciliação com o Senhor. Todos precisamos rever nossa consciência e reconhecer aquelas faltas, por menores que sejam, que impedem que a Graça de Deus cresça em nós. Toda falta de generosidade, de fidelidade à graça, diminui a amizade íntima com Deus, esfria nossa relação com Ele, e torna-se uma recusa de seu amor e requer, portanto, arrependimento, conversão e reconciliação.

O próprio Jesus, no Evangelho (Mt 6,1-6.16-18) indica os grandes meios que ajudam no esforço da conversão: a esmola, a oração, o jejum; insiste sobretudo nas disposições interiores que os tornam eficazes.

A esmola “expia os pecados” (Eclo 3,30), mas quando é realizada no intuito de agradar a Deus e para ajudar os que necessitam de ajuda, e não para buscar elogios e aplausos.

A oração coloca o homem em sintonia com Deus e infunde a sua graça, de maneira especial quando brota do santuário do coração e não quando se reduz à vã ostentação ou ao simples mover de lábios.

O jejum é sacrifício agradável a Deus e apaga as culpas, na medida que a mortificação do corpo for acompanhada por outra mais importante, a do amor-próprio. Nesse sentido conclui Jesus, “teu Pai, que vê o interior, recompensar-te-á” (Mt 6,4.6.18), ou seja, perdoará os pecados e concederá graça sempre mais abundante.

Quaresma é esse tempo favorável para conversão do coração. Uma conversão que exige saída do individualismo e da indiferença, e convida para a solidariedade em diálogo no compromisso de amor. Um coração transformado pelos exercícios espirituais que nos conduzem à celebração da Páscoa de Jesus Cristo. E a Igreja no Brasil nos convida para uma reflexão e transformação interior que incida na realidade cotidiana. Para isso ela nos propõem a Campanha da Fraternidade “como um dos modos de viver a espiritualidade quaresmal.”

A Campanha da Fraternidade quer contribuir “para uma mudança de vida profunda que nos leva, não somente a pedir a Deus perdão por nossos pecados, mas a unir forças na construção de uma sociedade que corresponda à proposta do Evangelho (cf. Mc 1,15).”

Neste ano a Campanha da Fraternidade tem como temática a Educação e o lema é: “Fala com sabedoria, ensina com amor” (cf. Pr 31,26). Lembra-nos a Introdução do Texto Base: “9. É necessário a contribuição de todos e cada vez mais urgente um coral de difusão da cultura da paz e uma comum educação para a paz, sobretudo das nossas gerações.” Ainda mais urgente se torna para todos nós este empenho pela paz, quando vivemos um conflito que envolve as nações do Oriente e do Ocidente. Precisamos urgentemente dessa  cultura da paz, e uma conversão para o respeito pela vida de todos. Convoco a todos os fiéis da Diocese de Patos de Minas para intensificar nossas orações, neste tempo quaresmal, para uma paz duradoura entre todos os povos.

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