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Mês Missionário: Um Papa Missionário para a Igreja em Missão!

20/10/2021   .    Artigos de Formação
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Estamos no mês de outubro, dedicado às MissõesA Igreja nasce, em Cristo, missionária. Esse dinamismo faz parte de suas origens. Em sintonia com o Papa Francisco e em comunhão com os cristãos católicos no mundo inteiro, a Igreja do Brasil celebra, no terceiro domingo (17 de outubro), o Dia Mundial das Missões, instituído pelo Papa Pio XI, em 1926. Além de ser um dia de oração e evangelização, a Igreja também incentiva seus fiéis a darem a sua contribuição para ajudar a outros países ou regiões que necessitam de nossa solidariedade.

A média de viagens missionárias do Papa Francisco supera São João Paulo II

Desde o início do seu pontificado que o Papa Francisco sinaliza essa marca que faz parte da origem da Igreja – a missão“Igreja em saída”, termos utilizados em um dos seus documentos, Evangelii Gaudium (A alegria do Evangelho). Deixa claro o desejo de ver a Igreja, no mundo inteiro, dinâmica em seu exercício pastoral e missionário, em constante interação e solidariedade.

E não ficou somente no documento. Francisco está “pondo o pé na estrada” e ‘apresentando uma Igreja que toma iniciativa, vai ao encontro dos afastados e chega às encruzilhadas até os excluídos’ (cf. EG 24). Em pouco mais de oito anos de pontificado, Francisco já fez 34 viagens ao exterior e visitou 54 países, sendo superado apenas por São João Paulo II em número de viagens (129), mas isso em 26 anos de pontificado.

A vocação para a Missão não é algo do passado nem recordação romântica

Ao lançar sua mensagem para o Dia Mundial das Missões, tendo como tema: “Não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos” (At 4,20), Francisco diz que o ‘ser missionário’ “é um convite dirigido a cada um de nós para cuidar e dar a conhecer aquilo que tem no coração” (Evangelii nuntiandi, 14).

E vai além ao dizer que os mais frágeis, limitados e feridos podem ser missionários à sua maneira, porque sempre devemos permitir que o bem seja comunicado, embora coexista com muitas fragilidades”.

Para Francisco, “no isolamento pessoal ou fechando-se em pequenos grupos, a nossa vida de fé esmorece, perde profecia e capacidade de encanto e gratidão”. Está na hora de renovar o compromisso do batismo e “assumir a vocação para a missão, pois não é algo do passado nem uma recordação romântica de outrora. Jesus precisa de corações que sejam capazes de viver a vocação como uma verdadeira história de amor, que os faça sair para as periferias do mundo e tornar-se mensageiros e instrumentos de compaixão”.

A proximidade de Jesus tocou o coração dos primeiros missionários

O Papa faz questão de apresentar Jesus próximo de seus primeiros missionários, conquistando a sua confiança, fazendo-os sentir um deles. E, junto a essa conquista, o perfil daqueles que necessitam ser priorizados na ação missionária:

“’A amizade com o Senhor, vê-Lo curar os doentes, comer com os pecadores, alimentar os famintos, aproximar-Se dos excluídos, tocar os impuros, identificar-Se com os necessitados’, ‘deixa uma marca indelével, capaz de suscitar admiração e uma alegria expansiva e gratuita que não se pode conter’”.

lado humano-afetivo é salientado por Francisco, não só trazendo os primeiros missionários da era Jesus, mas as profecias do Antigo Testamento. Citando Jeremias, ele associa a experiência missionária a um fogo ardente que toca o coração:

“Esta experiência é o fogo ardente da sua presença ativa no nosso coração que nos impele à missão, mesmo que às vezes implique sacrifícios e incompreensões” (cf. 20, 7-9).

E como resposta à nossa realização no exercício da missão, Francisco afirma: “Colocar-se ‘em estado de missão’ é um reflexo da gratidão” (Mensagem às Pontifícias Obras Missionárias, 2020).

Assim como nesta pandemia, os primeiros missionários enfrentaram desafios na missão

Citando o livro dos Atos dos Apóstolos, o Papa Francisco leva-nos a tomar consciência das dificuldades que os primeiros missionários enfrentaram“Os tempos não eram fáceis; os primeiros cristãos começaram a sua vida de fé num ambiente hostil e árduo”.

Ele cita as prisões, resistências internas e externas, que pareciam contradizer e até negar o que tinham visto e ouvido; mas as dificuldades ao invés de desanimá-los, serviram para criar “oportunidade para a missão”.

Citando o desafio de ser missionário em tempo de pandemia, Francisco lembra que a pandemia “aumentou o sofrimento, a solidão, a pobreza e as injustiças de que já tantos padeciam, e desmascarou as nossas falsas seguranças. Os mais frágeis e vulneráveis sentiram ainda mais”.

Alertou a Igreja quanto à “tentação de mascarar e justificar a indiferença e a apatia em nome dum sadio distanciamento social” e disse que “é urgente a missão da compaixão, capaz de fazer da distância necessária um lugar de encontro, cuidado e promoção”.

Fonte: Portal A12 – Padre Rosivaldo Antônio Motta, C.Ss.R.

Foto: Shutterstock

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