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Cardeal Grech e o Sínodo: os bispos envolvam todos os batizados

12/09/2021   .    Notícias da Igreja
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O Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, Cardeal Mario Grech, explica a importância da primeira fase diocesana do processo sinodal que se abrirá em 10 de outubro. “A consulta é uma fase de fundação, deve envolver não apenas os católicos, mas todos os batizados”. É importante que os bispos distribuam o “Documento Preparatório” e o “Vade-mécum” a todo o Povo de Deus: “A Igreja quer entender melhor a si mesma”.

A fase diocesana do próximo Sínodo, que começa em outubro próximo, não será uma fase preparatória, mas já será um Sínodo. A novidade foi lembrada na terça-feira 7 de setembro, na Sala de Imprensa da Santa Sé, durante a coletiva de imprensa que apresentou o “Documento Preparatório” e o “Vade-mécum” para a XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, sobre o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, que será celebrada em 2023. O Cardeal Mario Grech, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, anunciou que o Papa Francisco abrirá solenemente este caminho sinodal no dia 10 de outubro em Roma, enquanto no domingo seguinte, 17, cada bispo o lançará com uma celebração litúrgica nas Igrejas particulares.

Entre outubro de 2021 e outubro de 2023, o percurso será articulado em três fases, passando da fase diocesana para a fase continental, dando origem a dois diferentes instrumentos de trabalho, para a conclusão final como Igreja universal. O “Documento Preparatório” pretende ser um instrumento “para favorecer a primeira fase de escuta e consulta do Povo de Deus nas Igrejas particulares (outubro 2021 – abril 2022), na esperança de ajudar a pôr em marcha as ideias, as energias e a criatividade de todos os que participarão da jornada, e facilitar a partilha dos frutos de seu compromisso”. No dia da coletiva de imprensa, a Rádio Vaticano / Vaticannews entrevistou o Card. Grech para comentar sobre os primeiros passos do novo caminho sinodal.

Eminência, por que um Sínodo sobre a Sinodalidade?

Porque a Igreja quer entender melhor a si mesma. Se a Igreja não assumir o estilo da sinodalidade, não será Igreja. Digo isto porque, como nos lembra o Magistério, falar de sinodalidade e de Igreja significa falar sobre a mesma coisa. Se não houver uma Igreja que seja comunhão, onde todos os batizados sintam que participam, então a evangelização também sofrerá.

Que etapa representa a publicação destes dois documentos no percurso do Sínodo?

É verdade que o Sínodo será inaugurado em 10 de outubro, mas podemos dizer que com a publicação destes dois textos, e em particular do “Documento Preparatório”, o caminho sinodal já começou. Porque uma vez que o documento chega às dioceses, através dos bispos, começa a preparação da primeira fase do processo sinodal, ou seja, a consulta do Povo de Deus, que é uma fase fundamental para o sucesso do próximo Sínodo.

Quem serão os protagonistas deste primeiro momento de consulta?

O Povo de Deus, e como diz a Lumen Gentium, quando dizemos Povo de Deus queremos dizer todos: desde Pedro, o Santo Padre, até a última pessoa batizada.

Então, mesmo os que não praticam ou estão afastados da Igreja?

Todos os batizados têm esta oportunidade de comunicar a seu pastor e à Igreja o que, em consciência, estão convencidos de que o Espírito quer comunicar à Igreja hoje. Eu digo que o círculo é ainda mais amplo: este não é apenas um apelo aos membros da Igreja Católica, mas a todos os batizados, porque este caminho também tem uma dimensão ecumênica.

Na Sala de Imprensa foi proposta novamente a admissão das mulheres ao voto durante a fase de assembleia. Como o senhor responde a esses pedidos?

Durante meu discurso na coletiva de imprensa, convidei os jornalistas a não buscar o sensacionalismo durante este processo sinodal. Prefiro que todos nós tentemos vivê-lo intensa e sinceramente, apreciando todos os aspectos positivos desta proposta. Sobre o voto para as mulheres, digo que o importante agora é que com a ajuda do Espírito Santo, com boa vontade e um pouco de paciência, tentemos nos ouvir reciprocamente. Desta forma, talvez um dia chegaremos a um momento em que não haverá necessidade de votar. Todos podemos contribuir e participar para garantir que este momento chegue.

O senhor insiste muito na dimensão espiritual do processo sinodal, por quê?

Porque no processo sinodal a Igreja busca ouvir o Espírito Santo, então a dimensão espiritual é a chave para entender todo este processo, e se nesta experiência falta o Espírito Santo não podemos falar de um Sínodo, será outra coisa. Mas se realmente queremos que seja um caminho sinodal, então devemos nos ajoelhar e pedir a ajuda do Espírito Santo: não há um discernimento se não houver o Espírito Santo.

Há algum convite que o senhor gostaria de fazer aos bispos do mundo para colaborar nesta primeira fase de consulta?

Sinceramente, eu não gostaria de fazer um apelo, mas de expressar minha gratidão a todos os bispos. Porque, pelos sinais que recebemos como Secretaria, sabemos que muitos deles estão entusiasmados em iniciar este caminho. Agradeço-lhes porque agora eles são os agentes, os protagonistas deste caminho, porque são eles que devem animar o Povo de Deus. Convido-os a distribuir os dois documentos que acabamos de publicar a todos, a todo o Povo de Deus.

Fonte: Fabio Colagrande – Vatican News

Foto: Cardeal Mario Grech – Vatican Media

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